Passagens do diário de Liza

Hoje voltei a ver-te.

Ás 7:15 chegaste tu á Brasileira, agrada-me profundamente o facto de nunca te atrasares , acalma-me a alma na verdade .

Olhei para ti de relance , como faço sempre , e tu ,mais uma vez ,nem me reparaste , mas estavas tão sublime ,tão sublime que os meros segundos de coragem que tive para olhar para ti me fizeram sentir imunda ,profana. E talvez o seja mesmo , sabes? Talvez seja tão imunda que isso me impede de te infectar com a minha profanidade.

Que vergonha! Odeio que me prendas desta maneira, sem sequer olhares para mim , odeio-te por me fazeres perder o meu chão , odeio a marca do batom que deixas na chávena do café .Mas quando sorris Aurora … quando sorris , até a maldita marca de batom se torna bonita! Quando sorris , quando falas, QUANDO RESPIRAS…. Aurora … quando tu existes na minha vida , das 7:15 ás 7:24, eu torno-me tua , com gosto de estar presa por ti , torno-me o ar que respiras mesmo que não me queiras .

Por favor , continua a não me reparar , continua a não me querer respirar, porque quando o fizeres ficarás presa a mim e isso é algo que eu recuso com todo o meu ser.

Os livros de Liza :Quo Vadis

Quo Vadis? , um romance que foi lançado em 1895 , em que a trama principal centra-se na história de amor entre Vinicio e Ligia , personagens de mundos diferentes, passado na época da decadência Império Romano , Vinicio é tipicamente romano , sobrinho de Petrónio que é bastante chegado ao Imperador e tirano Nero e Ligia , uma refém barbara que foi criada por uma família cristã .

Liza sente uma grande ligação emocional com este livro , pois revê-se nele , revê-se na situação de Vinicio , que tem um amor imensamente grande e platónico por Ligia .Apesar de ser um livro bastante intenso com as suas cenas descritivas das arenas ,( cenas sangrentas e violentas ) cenas que agradam Liza, pois ela sente que este tipo de tirania e violência ainda existe nos tempos de hoje , apenas se manifestam de maneiras diferentes, o que a atrai nesta obra é o sofrimento dos amantes , sofrimento que ela própria sente .

Esta obra desperta-lhe uma irritação em relação á sociedade onde ela vive , ” como é possível amar hoje em dia , com estes actos de violência e inveja constantemente a acontecer?” , Liza questiona-se se não estará ela condenada a um amor puramente platónico, pois sente-se incapacitada de agir, pois apesar de Liza ser uma pessoa agressiva , ela recusa-se a fazer parte desta violência generalizada da sociedade , e nesse sentido esta obra, as acções de Nero que são representadas, funcionam como um lembrete para que ela não aja de maneira igual e sendo assim estará ela destinada a uma observação destas acções?

“E se a política acabasse amanhã?” Design e a construção de um futuro colectivo.

E ate é o nome da exposição dos alunos finalistas de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes.

Esta exposição conta com dois núcleos , um que inaugurou a 14 de Outubro na Fabrica Features Lisboa onde permaneceu ate dia 11 de Novembro e o segundo que inaugurou na Galeria FBAUL a 3 de Novembro , onde permaneceu até dia 18 de Novembro , juntamente com um conjunto de actividades que fazem parte do trabalho realizado pelos finalistas.

No dia 14 ( sexta-feira) , a inauguração da exposição dos finalistas de Design de Comunicação  da FBAUL contou com a presença de bastante gente , não só membros da esfera escolar , como alunos e professores , mas também pessoas fora deste meio .

Uma exposição que trata de “conhecer um tempo diferente ” , tempo este que irá contribuir para um melhoramento do próximo .

Nesta exposição inclui várias temáticas que se conectam de modo a construir o tema principal ” E se a política acabasse amanhã?”.

Nestas publicações , podemos ver as várias maneiras de fazer política , viajando entre o passado e o futuro sendo que tudo isto é interpretado através do olhar destes finalistas .

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texto para o fascículo sobre o texto do Gabriel immerarity

PEQUENA INTRODUÇÃO

Portanto neste fascículo iremos abordar o texto escrito por Gabriel Immerarity , que foi o ponto de partida para a exposição realizadas pelos alunos finalistas da Faculdade de Belas Artes entijucada ” E se a Política acabasse “.

Sentimos que faria sentido abordar este texto ,para facilitar a compreensão do leitor  de onde partiu a ideia da exposição e para facilitar a compreensão dos fascículos seguintes , sendo que estes andarão em torno deste tema.

“uma defesa da esperança política”

Na visão do autor existem 3 factores para a perda da relevância da política:

O primeiro sendo a privatização de realização pessoal.

O futuro fragmenta se pois as pessoas têm uma ideia de felicidade privada, que não tem nada a ver com projectos colectivos nem de carís social.

Sendo assim o futuro torna se numa sociedade sem político, sem esperança colectiva , incapaz de promover um futuro comum alternativo.

Logo a política fica subordinada a um conjunto de indivíduos privados em que a única acção política que fazem é votar e protestar.

O segundo factor que torna a política irrelevante é o assédio proveniente de outras esferas da vida pública , como a económia , o direito ou a comunicação ,estes factores tornam a política supérflua.

A política encontra-se associada a lógicas que lhe reduzem o espaço de acção , é sobreposta pelo poder financeiro e mediático , ou seja o espaço da política perde-se bastante na globalização e nos processos de individualização .

Existe então uma união do mundo no plano da economia e da comunicação , sem que a política estejas presente neste plano, a sincronização destes dois planos ( económico e comunicativo) contrastam com a falta de conhecimento político da sociedade mundial.

Finalmente temos o terceiro factor que é a debilidade da política para gerar uma transformação social.

Na massa democrática existe uma recusa do destino , na vontade de descobrir , compreender e transformar o futuro , este que depende das nossas decisões e compromissos não é tanto algo que se deva adivinhar ou imaginar e construir.

Existe uma necessidade de suprimir as desculpas ideológicacas e introduzir projectos concretos .

Sem estas desculpas estaríamos num lugar vazio, sendo que assim existiria a liberdade para a política ser bem utilizada .

A política oferece uma visão diferente do destino, a política não é a ideia de que tudo ja está decidido e é inevitável .

No entanto esta crise de governabilidade que se está a passar hoje em dia tem um aspecto positivo , pois pode ser entendida como uma oportunidade para transformar a política numa linha mais democrática e respeitadora do protagonismo da sociedade civil.

A configuração da política actua dentro das suas limitações , sendo que esta resistência da sociedade a ser governada constitui uma fonte de aprendizagem para a política e uma garantia perante as lideranças incontestáveis .

O que acontece é que existem outras formas de actuar sobre a sociedade , diferentes da autoridade , outro modo de intervenção , não imperativo e hierárquico , mas horizontal , em interação com os agentes sociais , económicos e culturais .

“Talvez o conteúdo e o estilo da política dentro de alguns anos nos pareçam irreconhecíveis em comparação com os de hoje. Mas a necessidade da política não desaparecerá. E mais: atendendo à magnitude dos problemas que nos esperam e que exigem uma acção colectiva, nunca a política foi tão necessária. Se não pudermos resolver esses problemas por meio da política, não poderemos resolvê-los de nenhuma maneira. “

Guião

Cenário – Local onde decorre a reunião semanal entre amantes da poesia. (Este é simples, círculo de cadeiras, com brinquedos de criança espalhados pelo chão.)

GASPAR
(com um postura claramente incomodada)

Não é cedo para estar a beber?

ELIZABETH
Tu bebes quando tens a necessidade de aliviar a tua alma, isto é assim meus caros, não há tarde nem cedo para começar.

ÁLVARO (com uma atitude cínica e apática)

Ama o que fazes que qualquer dia deixarás de o fazer.

(A conversa desencadeia-se, revelando gostos e atitudes dos Outros: A carência de Gaspar. A perversidade de Roberto. O silêncio misterioso de Maria. A curiosidade desperta de Creta. A atitude solida de Corvo. O realismo desencorajador de Elizabeth. A indiferença de Álvaro)

ROBERTO
Porque é que estão as coisas da Maria no chão?

CRETA
Acho que ela ainda está a dormir…

ROBERTO
(com uma voz provocadora)

Achas?

CRETA (firmemente, num tom defensivo)

Acho. Não tenho a certeza, não estou ao pé dela. Se calhar ainda está no parque.

ROBERTO
(malicioso)

Cá para mim foi raptada ou… violada.

GASPAR
(Claramente agitada e perturbada)

Não digas isso!!

ELIZABETH
Não diz porquê? Se calhar até é verdade.

ÁLVARO
Há que ser realista.

MARIANA
Pode só estar no mundo dela..
(…)
Posso ver essa revista?

ROBERTO
Podes.

ELIZABETH
Para veres cus e mamas? É isso que o Roberto passa a vida a ver, não é..

ROBERTO
Mas tem algum mal, ver cus e mamas?

ELIZABETH
Eu acho que não, acho que faz pior beber de manhã… Mas é assim, cada um a sua cena, não é?
(…)
(todavia Mariana folheia a revista, cautelosamente)

ROBERTO
Então Creta, gostas da revista? Se calhar não faz muito teu gosto…
(…)

CRETA
Eu não percebo porque é que a Maria Felicidade está ali tão calada.
(Maria mantém-se em silêncio, com o seu olhar atento e controlado.)

ELIZABETH
Teve uma noite muito atribulada ontem…

ROBERTO
É o costume.

GASPAR
(com um reflexo protetor)

Não sejam assim!

ELIZABETH
Nós estamos a ser realistas! Nem toda a gente é feliz e contente…

ROBERTO
Só porque te chamas felicidade… Não tem nada a ver com isso.

CORVO
..lá na minha zona há malucas dessas. Nem sabem o que eu faço com elas…

ÁLVARO
(trocista)

O que é que fazes com elas?

CRETA
(curiosa)

O que é que fazes com elas?

GASPAR (preocupada)

Que é que fazes com elas?

CORVO
Primeiro, levo-as para casa. E depois…

ROBERTO
Calma lá, que isto é interessante…

CORVO
(hesitante)

(…) e depois, a umas, arranco-lhes a cabeça.

ÁLVARO

Devias ter cuidado com o que dizes.

ELIZABETH

Qualquer dia levas uma porrada… É só meteres-te com a gaja errada.

CORVO

Elas caem todas.

ELIZABETH

Talvez as burras…

CRETA

A Maria Felicidade caía…

ROBERTO

Ela nem diz nada…

GASPAR

Parem!!

(A conversa disperse-se, e o grupo começa a discutir)

ELIZABETH

Isto é o que acontece quando a miúda não está cá. Parece que a gente esquece um bocado o
que se passa lá fora..

CORVO

Nunca pensei dizer isto.. mas eu até gosto da miúda.

CRETA

Ela é alegre.

ÁLVARO

É uma criança. O mundo dela é mais fácil.

CRETA

Também não sei como é que ela se juntou a nós…

GASPAR

É verdade…

CORVO

É por isso que eu gosto dela.. Porque ela não tem medo.

ÁLVARO

É verdade que é uma criança interessante.

CRETA
Se tivesse medo, era contrário ao seu nome.. (irrequieta com a máquina)

ROBERTO

E esse gravador, já podias parar com isso?

CORVO

Sinceramente também já me está a irritar.

ELIZABETH

Não vejo qual é a piada de andares a gravar, honestamente.

CRETA
(hesitante)

Satisfaz.

ROBERTO

Satisfaz o quê?

CRETA

Necessidades.

ROBERTO

Tens desejos de ouvir as nossas conversas que nós temos, é isso?

CRETA

Não são as conversas! Eu nem estava a gravar…

ÁLVARO

Não gosto de ser gravada em conversas privadas.

CRETA

Eu não estava a gravar. Eu não gravo conversas… Eu gravo sons.

CORVO

Sons de quê?

CRETA
(com um tom surpreendentemente sereno)

Sons… violentos.

GASPAR

… e gostas?

CRETA

Gosto.

ROBERTO

Gostas de violência?

CRETA

Gosto.

ELIZABETH

Olha! Junta-te aqui ao nosso caro amigo (apontando para a Nádia) que gosta de partir a cabeça às miúdas, não é…

CRETA

Ele é demasiado violento, tem um problema.

CORVO

Devias ouvir a falar as vozes que estão na minha cabeça… Elas sim, são violentas.

CRETA

Eu gostava era de ouvir falar ali a Maria Felicidade, mas ela não diz uma palavra..
(a conversa dá rumo a um momento de gozo contra a Maria Felicidade, que sem abrir a boca, reage de forma revoltada contra as insinuações e ideias que criam dela.)
(entretanto, Álvaro brinca insistentemente com o isqueiro)

CORVO

E tu, não paras com isso? És… Piromaníaco, ou quê?

GASPAR

Vais-te queimar…

ÁLVARO

É divertido. É um perigo que salvou a Humanidade.

ROBERTO

O fogo? Salvou a Humanidade? Então porquê?

ÁLVARO

Achas que viveríamos como vivemos, sem o fogo?
Qual é a razão da existência do fogo? As pessoas têm medo de coisas que as ajudam na vida. Em vez de aproveitar o que vêem, aproveitar o que têm à volta… Acabam por desperdiçar a vida.

GASPAR

Eu nunca mandei um isqueiro para o lixo.

CRETA

Deves ter uma grande coleção, tu…

GASPAR
(ri-se, nervosamente)

É verdade…

ÁLVARO

Não te devias agarrar a nada de material.

ELIZABETH

Como tu te agarraste ao fogo? Estás agarrada ao isqueiro. A partir do momento em que gostas do fogo, tens que te agarrar a algo que o crie. O fogo não aparece do nada..

ÁLVARO

Há uma diferença entre estar agarrado, e aproveitar de algo que nos é dado.

ELIZABETH

Acabaste de dizer que não precisavas de nada.

ÁLVARO

De material, não. Não é uma necessidade.

(com um desvio na conversa, o grupo começa de novo a atacar a Maria Felicidade, tendo apenas o Gaspar a defendê-la.)

(…)

ÁLVARO

Cá para mim ela não faria falta aqui.

GASPAR

Todos fazemos falta.

ÁLVARO

Como?

GASPAR

Cada um tem a sua razão de estar aqui.

ÁLVARO
(Muito seguro das suas palavras)

A maior parte de nós acaba por ser insignificante.

ELIZABETH

Olha, agora falaste!

ÁLVARO

Mas só acabas insignificante se te o deixas ser. Para ser grande, sê inteiro. Sê tudo o que és, e faz o teu melhor para sucederes o máximo na tua vida.

CORVO

Ninguém sabe quem tu és.

ÁLVARO

Não preciso que ninguém saiba.

CRETA
(Hesitante)
Grande parte de nós aqui já cometeu um crime. Porque é que nós não… Não nos denunciamos a ninguém?

ROBERTO

Eu nunca cometi um crime.

CRETA
(num tom de ironia)

Dizes tu.

ROBERTO

Que eu saiba.

CORVO

Quantas mulheres já violaste?

ROBERTO

Nunca violei ninguém.

CORVO

Dizes tu.

ROBERTO
(com um ar convencido)

Elas vêm porque querem, não sou como tu.

CORVO
(com uma voz monótona)

Não é bem a mesma coisa… Eu mato-as.

ELIZABETH
(Sarcástica)

Pois, eu acho que isso é a parte que elas não querem…

ÁLVARO
(Com um sorriso frio)

Que é que interessa o que elas querem. Desde que o faças bem e não te metas em sarilhos.

GASPAR
(Claramente perturbada)

Eu não sei como é que vocês conseguem falar assim das mulheres…

CORVO

Mulheres, homens…

ROBERTO

É o que vier, não é? (riso mesquinho) Assim é que é!

ELIZABETH

Da mesma maneira que falas dos pretos, dos brancos, da mesma maneira de que se fala agora dos refugiados… Simplesmente fala-se.

GASPAR
(tentando, sem sucesso, manter algum ânimo na sala)

Esqueceste-te dos chineses.

ROBERTO

Não estamos a excluir aqui ninguém, calma lá…

ELIZABETH

Ah, não! A criança já se excluiu sozinha, claramente decidiu que nem queria vir..

GASPAR
(Com um instinto defensivo)

Ela não o fez de propósito!!

ELIZABETH

Se ela quisesse cá estar provavelmente já cá estaria, não é…

ÁLVARO

Se eu tivesse escolha provavelmente também não teria vindo.

ROBERTO

Bem tu (virado para Gaspar) estás muito a par da situação da criança…

GASPAR
(Suspiro decepcionado)

Eu pelo menos preocupo-me com ela..

ROBERTO

O que é que farias se eu fosse ter com ela?
(Gaspar mantém um olhar persistente e intimidante direcionado à chantagem de Roberto, sem ceder às suas ameaças)

ÁLVARO

Achas mesmo que és importante na vida dela?

GASPAR

Enquanto eu dou uns chutos, ela dá outros.

FIM

Sinopse

O cenário é todo ele escuro, imagem a preto e branco, sendo que os únicos elementos que habitam o cenário são, em primeiro lugar,  elementos característicos de cada um, incluindo elementos que representam a Maria , sendo que ela não se encontra fisicamente presente.Sete cadeiras formam um circulo, que é, no entanto, composto por oito cadeiras, uma delas vazia, a mesma, uma cadeira de criança.
Os sete poetas entram individualmente, dizem o seu nome e sentam-se, citando imediatamente antes uma frase que ilustre todo o poema escolhido.
No chão, espalhados em volta da cadeira riscada e desenhada, estão os brinquedos de Maria Capaz. Estes elementos evidenciam a falta de Maria no Bar, o que o faz refletir que afinal já são quase duas da manhã e que Maria já deve estar a dormir. Após alguma reflexão sobre a falta de Maria, os poetas iniciam uma discussão que envolta vários temas.

O conceito de tertúlia descreve um encontro entre amigos, familiares ou apenas indivíduos que frequentam o mesmo estabelecimento, que se juntam com o propósito de discutir temas que vão deste a atualidade política e do futebol aos mais simples e vulgares assuntos de uma aldeia. Foi essencialmente a partir do séc.XIX que este tipo de reuniões ganharam uma maior força em Portugal, era em cafés como A Brasileira e o Nicola que se reuniam personalidades como Alexandre Herculano, Bocage, Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro, discutindo a política, a atualidade, a arte e a cultura.
Assim, tendo por base este conceito, prosseguimos a uma chuva de ideias que permitissem colocar todos os poetas escolhidos pelos membros do grupo num só local, como se de um encontro entre amigos se tratasse. No entanto, entre os oito alter egos reparámos que havia um que se destacava de todos os outros devido á sua diferença de idade. Maria Capaz é uma criança curiosa da qual decidimos retirar algum proveito de forma a tornar toda a ação mais interessante e única.
Por outro lado, decidimos também tomar como referência o movimento DADA, mais concretamente o processo de formação e desenvolvimento deste movimento. Iniciado em 1916 na cidade de Zurique, no estabelecimento de Hugo Ball designado de Cabaret Voltaire, onde se reuniam artistas, escritores e intelectuais que deram início aquele que seria o movimento de vanguarda que mais iria contra as regras e padrões impostos pelos anteriores movimentos.